Leave a comment

WInterviews MMA #2 – Fellipe Awi

Fala galera! Hoje temos a 2ª entrevista de nosso blog, Fellipe Awi! O autor do livro ‘Filho Teu Não Foge à Luta’ (Ed. Intrínseca). Awi nos falou um pouco mais sobre seu livro, sobre seus gostos no MMA e sobre o que está achando do TUF Brasil, interessado para ver a entrevista? Então clique abaixo!

O que está achando do TUF Brasil? Torce pra alguém?
De maneira geral, estou gostando. Claro que, como é a primeira edição, é natural a necessidade de alguns acertos, como por exemplo, deixar mais dinâmica a vida dentro da casa. Mas é bacana o telespectador entender o espírito ao mesmo tempo guerreiro e de companheirismo que existe entre lutadores. Não torço pra ninguém especificamente. Mas, quando as lutas começam, acabo escolhendo um ali na hora pra torcer hehehe

Na sua opinião, quem é o melhor de todos os tempos?
Essa é uma pergunta difícil em qualquer esporte, por se tratar de épocas diferentes. Na fase “moderna” do MMA, diria que apontaria o Anderson e o Fedor.

Tem algum lutador favorito?
Gosto muito do Minotauro pela história de vida dele e pela maneira quase sempre heroica com que vence seus combates. Na época do Pride, então, ele era um monstro.

O que te inspirou para escrever o livro? Quando você soube que você deveria escrever sobre MMA?
Na verdade, eu fui movido pela curiosidade típica do jornalista. Fui fazer uma reportagem para o jornal O Globo sobre lutas de MMA na periferia do Rio e comecei a me apaixonar pela história de vida dos lutadores. Aí fui me familizariando com a história do esporte, as raízes brasileiras e me dei conta de que havia uma linda história pra ser contada. A história de um esporte que já foi marginal, proibido em vários períodos e hoje se tornou um negócio milionário. E mais: não fossem os brasileiros, ele seria bem diferente. Claro que o momento era propício, já que acompanhamos o retorno do UFC ao Brasil. Até hoje, não me considero um especialista em lutas de MMA, mas me debrucei sobre a história do esporte e fiquei fascinado.

Na sua opinião, o que falta pro MMA crescer ainda mais?
Acho que o esporte precisa se livrar do quase monopólio do UFC. Precisamos de mais ligas fortes em outros países, inclusive no Brasil. O UFC não é culpado por isso, eles apenas estão fazendo o trabalho deles bem feito. Mas é importante para os lutadores e para os fãs que haja outras ligas, que o UFC tenha concorrência. Outra barreira grande é a Europa. O esporte precisa chegar com mais força lá.

Qual sua opinião em relação a atitude da R7 em supostamente divulgar os finalistas do TUF Brasil?
Não foi muito legal mas, ao mesmo tempo, a produtora que promove o TUF precisa arrumar um jeito de não deixar os resultados vazarem.

Qual foi a entrevista mais difícil de conseguir para o livro?
Foram três. O Rickson Gracie foi muito simpático, me respondeu algumas perguntas por e-mail, mas não pode falar muito porque vendeu a história da vida dele para um americano. O Frederico Lapenda, importantíssimo pra história do MMA, é um cara muito desconfiado, bateu alguns papos comigo, mas não me deu uma entrevista formal. E o Wallid Ismail se recusou a falar porque disse que poderia ganhar um bom dinheiro vendendo a história dele.

Há pessoas que dizem que o MMA teve dois começos distintos, um deles foi retratado por você, começando com os Gracies. Porém há também aqueles que digam que a primeira ideia que temos do MMA é o Shooto e o Pancrase no Japão, que eram lutadores de Pro Wrestling (o telecatch no Brasil) que se cansaram das lutas armadas e fundaram uma empresa de luta verdadeira, também conhecida na época como Shoot. Você acha que esta versão também pode ser considerada como o começo do MMA no Oriente?
O que se pode dizer é que, ao contrário do que aconteceu nos EUA, o MMA não nasceu no Japão por influência dos brasileiros. Como vc disse, antes do Rickson ir pra lá, já havia esses torneios. Mas o conceito de desafio entre estilos, em que se valia tudo (ou quase tudo), nasceu no Brasil, nos anos 20.

No seu livro, você cita que muitos brasileiros hoje treinam fora do país e muitos tem até suas próprias academias, qual sua opinião em relação a isso? Você acha que o fato dos astros do UFC saírem das academias mais tradicionais do nosso país como a Chute Boxe para abrir as próprias atrapalha o futuro do MMA?
Não atrapalha o futuro do MMA mas, sem dúvida, atrapalha o crescimento do MMA no Brasil. Muitos de nossos grandes lutadores e treinadores vivem fora, especialmente nos EUA. Mas, claro, a culpa não é deles. Seria legal se tivéssemos um mercado interno de MMA forte para que eles ficasse mais tempo por aqui.

O que mais o Brasil precisa para ser palco mais freqüente de eventos de MMA já que temos boa parte dos melhores do mundo e uma infra-estrutura boa?
Precisamos de promotores, gente que queira investir em bons torneios por aqui. É difícil porque concorrer com o UFC é muito difícil ainda. Temos o Jungle, o Shooto Brasil, mas isso ainda é pouco. Temos tradição e mão-de-obra para ter mais eventos fortes.

Qual sua opinião sobre a nova academia de MMA do Corinthians? Você acha que é um avanço importante o investimento dos grandes clubes esportivos no MMA ou você acha que é apenas um jogo de marketing?
É um jogo de marketing, sem dúvida, mas não necessariamente isso é um problema. Pode ajudar no crescimento do esporte. Vejo com mais preocupação o lutador entrar no octógono com a camisa de um time. Isso está criando hostilidades desnecessárias para o MMA.

Houve algum momento que você pensou em desistir do livro? Que você não conseguia escrever mais nada?
O meu maior desafio foi a falta de tempo pra apurar e escrever, já que continuei trabalhando normalmente no Sportv. Mas nunca pensei em desistir, não. Sempre estive muito empolgado.

Recentemente tivemos Floyd Mayweather lutando contra Miguel Cotto, a luta gerou 1,4 milhões de vendas de PPV e Mayweather recebeu uma bolsa de 32 milhões de dólares para lutar. Por outro lado, tivemos Jon Jones vs. Rashad Evans onde os dois somados ganharam 700.000 dólares em um evento que vendeu 700.000 PPVs. Você acha que, com vendas de PPV cada vez mais equilibradas entre o MMA e o Boxe, o UFC pode no futuro pagar uma bolsa multimilionária, como a de Mayweather, para as megaestrelas do esporte?
O modelo do boxe é diferente do UFC. O Dana White é o patrão dos lutadores e ele decide quem vai lutar contra quem. Além disso, a falta de concorrência que eu citei anteriomente contribui pra que não haja necessidade de se pagar bolsas altíssimas como o boxe. Acho que a diferença de bolsas ainda vai continuar..

Como está sua vida após o lançamento de ‘Filho Teu Não Foge À Luta’ ? Você esperava que o livro fizesse tanto sucesso de imediato?
Quando eu entreguei o livro, achei que pudesse dar uma relaxada mas a verdade é que a correria da divulgação foi tão cansativa quanto a da produção do livro… Mas foi bem bacana, a repercussão foi ótima tanto entre as pessoas vivem do MMA quanto dos leigos. Na verdade, eu sempre quis atingir o público não-especializado, aquele quer ler uma boa história e entender as razões para o crescimento do esporte.

Este foi seu primeiro livro, virão outros no futuro?
Tomara que sim, mas gostaria de escrever tendo mais tempo disponível… Se eu entrar em outro livro num futuro próximo, minha mulher me mata hehehe

 

Bom pessoal, por hoje é só, espero que vocês tenham gostado dessa entrevista com o Fellipe Awi, que se mostrou um cara muito simpático ao decorrer da entrevista! Abraços e até a próxima!

About Lucas Lutkus

Acessem http://winformativo.com/ e https://inthefightclub.wordpress.com/

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: