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Rudimar obtém liminar para tirar livro de Anderson de circulação

O livro publicado por Anderson Silva deu o que falar, já que o Spider não poupou nenhum assunto polêmico. Mas quem não gostou nada do conteúdo foi o fundador da Chute Boxe, Rudimar Fedrigo. Nas linhas de “Anderson Spider Silva – O relato de um campeão nos ringues da vida”, o autor chega a afirmar que Rudimar não seria faixa-preta de muay thai, e que prejudicava seus atletas, referindo-se aos contratos para os lutadores atuarem nos eventos em que estes representavam a academia.

Rudimar, então, ingressou com uma ação com pedido de liminar para retirar o livro de Anderson de circulação, além de pedir condenação por danos morais. A liminar foi deferida pela Juíza Sibele Lustosa, determinando a retirada do livro de circulação, além de impedir que as próximas edições contenham ofensas a Rudimar:

“De fato, há trechos na obra que autorizam a concessão da liminar.
Isso porque na p. 62 afirma ser o autor ‘do mal’ e que teria prejudicado outras pessoas. Repete às fls. 81/82 a afirmação de que Rudimar prejudicou pessoas.
Na p. 73 diz que ‘Rudimar, dono da academia, nunca tomou um beliscão na vida, nem faixa preta é.’
Ainda, coloca em dúvida a postura do autor, ao mencionar que um integrante da academia Chute Boxe teria proferido ‘palavras pesadas e lançavam uma sombra a eventual lisura na prestação de contas da Chute Boxe’ e, na p. seguinte, que palavras ainda mais pesadas foram ditas, que ‘atingiam a honra de Rudimar’.
Portanto, a princípio e em juízo de cognição sumária, e não obstante o direito de livre manifestação, não se pode ignorar que as afirmações atingem esfera íntima do autor. É grave a acusação de que o proprietário da academia que promove lutas nem faixa preta seria, ao passo que o autor, por sua vez, trouxe um certificado às fls. 86. Ainda mais quando o primeiro réu narra e destaca no livro a necessidade do título para ministrar aulas.
Também atribuir a outrem a pecha de pessoa ‘do mal’ e por em dúvida sua lisura atingem sua honra subjetiva’.
Portanto, a princípio, a impressão é de uma intenção de desqualificar o autor.
(…)
Por isso, defiro o pedido de liminar, para determinar que a segunda ré:
a) recolha, no prazo de dez dias, em todos os pontos de venda, os exemplares do livro que estejam sob sua guarda, já distribuídos e à venda, ou seja, tão somente aqueles que estão sob sua consignação (excluídos os exemplares vendidos pela ré aos pontos de venda, e que já não mais lhe pertencem), sob pena de multa de R$ 300,00 (trezentos reais) por exemplar não recolhido;
b) não distribua exemplares existentes em estoque sob sua guarda, igualmente sob pena de multa de R$ 300,00 (trezentos reais) por exemplar, cuja comercialização e distribuição seja posterior à intimação desta decisão e
c) bem como não realize nova edição da obra sem exclusão dos trechos sobre o autor, também sob pena de multa de R$ 300,00 por exemplar.”

O advogado da causa, José Cid Campêlo Filho, declarou que a ação fundou-se no dano que o livro provocou à imagem de Rudimar: “nada impede que o Anderson relate sua história, mas sem prejudicar outras pessoas, ainda mais em se tratando de um mestre renomado como Rudimar Fedrigo”.

O professor Rudimar Fedrigo ainda não foi encontrado para comentar o caso.

Notícia retirada do Fórum do Portal do Vale Tudo.

About Lucas Lutkus

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